CARRO QUE PASSA A SEMANA PARADO EXIGE MANUTENÇÃO MAIOR


Carro que fica parado na garagem a semana inteira para rodar só no final de semana exige manutenção mais frequente do que aquele que é usado todo dia, dizem especialistas. A demora para gastar o tanque cheio de combustível ou para tingir a quilometragem prevista para a próxima troca de óleo pode virar receita de problemas. " Os líquidos envelhecem e prejudicam mecanismos", explica Felício Félix, do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi).
A gasolina, por exemplo, perde características depois de um mês no tanque e pode gerar entupimento dos bicos injetores, ensina o analista. O álcool tem uma duração só um pouco maior. Por isso, encher o tanque não é recomendado para quem usa pouco o carro. Tampouco esperar pela quilometragem certa para trocar o óleo do motor. "Ele dura, no máximo, cinco mêses", diz Denis Marum, diretor executivo da oficina Chevy Auto Center em São Paulo.
Escapamento, pneus, ar-condicionado e bateria também entram na lista de equipamentos que podem ser afetados pelo pouco uso do veículo.
EFEITO PADARIA E REVISÃO MAIS CARA
Pior é no caso do veículo que é usado exporadicamente e apenas por curtas distâncias, menos de 10km ou de 20 minutos. " É o efeito Padaria " lembra Felix. O carro nunca roda o suficiente para o motor esquentar e haver a lubrificação das peças. A cada partida, há um desgaste grande". O prejuiso é maior "quando a pessoa tira o carro da garagem e acelera de uma vez", destaca Harley Bueno, diretor de segurança veicular da Associação dos Engenheiros Automotivos (AEA).
É por isso que o carro que roda pouco passa a ser visto como de "uso severo", como aqueles que andam acima do esperado. Na revisão, a tendência é que seja preciso antecipar a troca de peças, o que pode quase dobrar o custo com manutenção. "O aumento fica entre 30% e 40%, avalia Wagner Puzzi, chefe da oficina da concessionária Itavema Fiat. O que seria trocado na segunda revisão, acontece na primeira. O da terceira, na segunda, e por ai vai".
E o prejuiso dos domingueiros não para na oficina.
FONTE: Jornal Folha do Estado.

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