MITOS E VERDADES SOBRE ABSORVENTES


1 - Devo testar diversos absorventes para saber com qual me adapto, porque não são todos iguais.
Verdade - Nem sempre o último lançamento é o ideal para você. Para saber qual é melhor, é preciso testar vários modelos, levando em consideração suas preferências e seu fluxo menstrual. "Indico os de cobertura suave, porque são de algodão", diz Alessandra Palma, ginecologista e obstetra da Faculdade de Medicina do ABC.

2 - Absorvente perfumado elimina o cheiro da menstruação

Mito - O cheirinho do produto pode até enganar, mas não elimina o problema. "O odor é característico do sangue. Não tem como o absorvente tirar isso. E nem é bom usar esse modelo, porque pode causar alergia", alerta Sergio Podgaec, ginecologista do Hospital Albert Einstein.
3 - Absorvente interno tira a virgindade e pode dar cólica
Mito - "Se for bem colocado não há risco de romper o hímen", afirma Alessandra. Para prevenir e não se machucar, leia direitinho as instruções e coloque da forma indicada. O absorvente não deve incomodar nem provocar ardência. Caso isso aconteça, tire-o imediatamente e coloque outro. O certo é não sentir nenhum desconforto ao usar absorvente interno.
4 - Só devo ficar no máximo três horas com qualquer absorvente
Verdade - Ficar com o absorvente por muito tempo só vai facilitar infecções na vagina. O ideal é que você não passe mais de três horas com o mesmo absorvente. Que tal trocar toda vez que for ao banheiro? O cuidado deve ser maior ainda com o absorvente interno, ok?
5 - Não é bom usar absorvente diário todos os dias
Verdade - Mesmo que seja pequeno e tenha esse nome, o absorvente diário pode dar o maior trabalhão e até deixar você doente. "Ele retém a transpiração da vagina, diminui a secreção natural e ajuda no aparecimento de bactérias e fungos. Usando diariamente a mulher dificilmente vai se livrar de um corrimento", diz Alessandra.
6 - Absorvente interno faz mal à saúde
Mito - Há boatos de que causaria doenças como endometriose, mas é tudo balela! Ao usá-lo só é preciso tomar alguns cuidados. "Troque o absorvente interno no máximo de três em três horas e jamais durma com ele. São muitas horas sem trocar e isso pode causar infecções", diz Sergio. Ah! E antes de manuseá-lo, lave sempre as mãos.
10 COISAS QUE VOÇÊ PRECISA SABER
P. Corro tanto o dia inteiro que às vezes me esqueço de trocar. Isso é muito arriscado?
R. É importante trocá-lo a cada quatro horas. Ou até menos, se o seu fluxo for intenso e ele ficar muito carregado antes disso. O sangue é um veículo perfeito para a proliferação de bactérias, que podem provocar infecção.
P. Já inventaram absorvente ecológico?
R. Nos Estados Unidos já existe uma alternativa aos tampões. É o DivaCup, que se parece com uma taça pequena, sem o pé. Sua utilização é bem parecida com a do absorvente interno. Outra modalidade, encontrada aqui mesmo no Brasil, é o aBiosorvente. Feito de flanela de algodão, ele é reutilizável e deve ser lavado após o uso.
P. Acho tão prático usar o tampão interno! Como sei o tamanho certo?
R. Escolha o que se adapta à quantidade do seu fluxo, não o que imagina ser ideal para seu peso ou altura. Usar um com poder de absorção maior do que o necessário pode provocar ressecamento da vagina e ferimentos na hora de retirá-lo. Na dúvida, fique com o pequeno e substitua-o ao perceber que precisa ou com quatro horas de uso. Jamais escolha um maior só porque deseja mudá-lo menos vezes.
P. Nunca sei se meu tampão está no local adequado. Como checar?
R. Você terá certeza de que inseriu o tampão no lugar certo se não perceber que está usando. Isso porque as terminações nervosas da vagina ficam localizadas apenas no primeiro terço do canal, bem pertinho da entrada. Ele deve ficar posicionado no terço médio do canal, sem risco de bloquear o fluxo.
P. Meu namorado não gosta de ver sangue. Posso transar com um absorvente lá dentro?
R. Melhor não. O pênis vai acabar empurrando o tampão ainda mais para dentro, o que poderá machucá-la. Portanto, mesmo que o rala e rola esteja quente, peça licença, vá ao banheiro e puxe a cordinha!
P. O que fazer se o barbante do tampão sumir?
R. Nada de desespero! Lave as mãos, fique de cócoras, lubrifique o polegar e o indicador e introduza-os na vagina. Isso ajudará a encontrar o danado com facilidade. Agora, se não conseguir, procure o médico.
P. A cobertura do absorvente é segura para a saúde?
R. Existem dois tipos de cobertura para o produto externo. Uma mais macia, com extrato de algodão; outra de polietileno, com textura de plástico. Segundo Alexander Froio, gerente de assuntos regulatórios da Procter & Gamble, nenhuma amostra do produto gerou indícios de alergia ou sensibilização durante os testes.
P. Sofro com uma candidíase que vai e volta. Tudo bem usar tampão?
R. Como mulheres alérgicas são mais vulneráveis a infecção vaginal por fungos, os absorventes internos e os perfumados estão contra-indicados a elas.
P. Quando é melhor lançar mão do absorvente externo?
R. Prefira os externos se estiver com alguma infecção na pele perto da região genital. Assim, evitará “carregá-la” lá para dentro. E não se esqueça de lavar as mãos antes e depois de realizar a substituição para evitar contaminações por estafilococos, bactérias que sobrevivem facilmente nas mucosas e podem se multiplicar bem ali, na sua vagina. Se na hora de dormir o fluxo for intenso, lance mão do tipo “noturno”, que é mais comprido e evita surpresas ao despertar. “As abas também são ótimas para prevenir vazamentos”, explica Fernanda Bruzadin, cientista do centro de pesquisa e tecnologia da Johnson & Johnson.

Fonte: Revista Viva.

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